sábado, 9 de outubro de 2010

Em Roma

Amar, amor
Em Roma
Teu aroma
Meu néctar todo em flor

Beija-flor
Borboleta
Passarinho
Nosso ninho
Meu casulo

Meus desejos, fantasias
Meu ápice, meu suspiro
Meu grito sufocado 
Que sempre fala por mim.







Eu quero amar

Eu quero amar: ninguém
E serei sempre amada 
Na boca dos que mentem bem

Eu quero braços
E bocas e beijos
E sussurros
E promessas absurdas
Ah! Eu quero amar: ninguém

E de amor quero morrer
De êxtase, de prazer... Loucuras
Ah! Eu quero amar: ninguém



Ser poeta

Ser poeta é ter olhos e saber usá-los
É ter olhos para ver e enxergar
Ser poeta é encontrar beleza na feiura
Contentamento na dor
Alegria no sofrimento
E aprendizado em tudo isso.
Ser poeta é ser borboleta
É ser flor, pedra,
Passarinho
É ser viajante no trem da imaginação.
Ser poeta é ser criança
E meio louco até
Ser poeta é, verdadeiramente, começar a ser sábio.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Alma dilacerada

Alma dilacerada
A grande faca que me sangra
Corta o meio seio, rasga  minhas entranhas.

Dilacerado és o meu ser
Um ato violento: um estupro.

Pedaços de mim ainda sangram
Há cicatrizes que não cicatrizam...
Com ferro fui ferida
E ferida que a ferro se faz
Para sempre estará viva.

A rosa viçosa

São tantas as dúvidas, os anseios, as angústias...
Em meio a tudo isso, desabrocha uma flor
Surge uma nova vida.


Um botão que se abre para o mundo
Levado pelo impulso da natureza
Gotas de orvalho descem,
escorrem por entre as pétalas.


Gotas que pingam como um suor
A desbravar um corpo ardente.
Uma rosa que viu o mundo e para ele se abriu.


Ah! a rosa tão viçosa que para o sol se insinua
Causando ciúmes até para a lua...
E o vento, traiçoeiro, sopra
A espalhar todo o seu cheiro...
E deixa em êxtase tudo que tem vida.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aqui jaz o amor

No túmulo da vida estava escrito:
"Aqui jaz o amor"
Ele que habitava os corações de  muita gente
E que por outras não fora permitido entrar
Ele, que a tanta coisa suportou, fora vencido pelo orgulho, pela inveja e pelo egoísmo...


Agora descansa em paz nos braços da esperança...
Em tantos lares quis entrar, mas as portas foram fechadas.
Quantas degraças teriam sido evitadas?
Tantos males seriam ceifados desde o início
Tantas lá grimas deixariam de ser derramadas...


Mas o amor não suportou tanta miséria no coração humano
Despedui-se com tristeza
E hoje descansa em paz...

Eu vejo

Vejo coisas que ninguém vê
Teorizo sobre coisas ditas banais
Eu vejo o mundo pedindo socorro
Pois já não há mais tempo para brincar.

Eu vejo gente se esconder em uma casca oca
Porque a verdade desmascara e a hipocrisia se ofende
Eu vejo sorrisos sarcásticos, desdenhosos...

Será que cobriram todos os espelhos?
É mais fácil rir do outro, do que das próprias tolices e fraquezas.
O mundo é pequeno e tudo é tão efêmero.

Varrer o lixo pra debaixo do tapete tornou-se bem mais cômodo
Enganar a si mesmo torna-se urgente para quem teme a própria podridão...

Dane-se os hipócritas, os imbecís!
Verdade seja dita! E cada um que seu teto de vidro proteja!